casa do zezinho

Nossa HistóriaA Casa do Zezinho teve origem no trabalho da educadora Dagmar Garroux, que há mais de 30 anos iniciou sua atuação trabalhando com crianças com graves problemas de aprendizagem, muitos deles devido a traumas circunstanciais (filhos de refugiados de guerras no Oriente ou refugiados políticos, do período de ditadura no Chile, por exemplo). A estas crianças, Dagmar mostrava e fazia conhecer crianças que viviam um trauma permanente: o da pobreza, da miséria, com 500 anos de exclusão social. Desenvolvia um trabalho social numa favela (Favela do Fedô, no Morro da Lua) próxima de onde morava, a Vila das Belezas, zona Sul de São Paulo.
No início da década de 1990, Tia Dag, como é chamada por todos, e seu marido compraram uma casa para morar, no Parque Maria Helena, onde fica a Casa do Zezinho. Neste período, passaram a se reunir com um grupo de pessoas que conheciam desde os tempos de faculdade, década de 1970, tempo de muita luta política e de sonhos de justiça social. Este grupo tinha (e ainda tem) em comum a crença na educação como único meio de transformação social. O sonho da Tia Dag, de ter uma casa de formação, educação e desenvolvimento humano para crianças de baixa renda, passou a ser o sonho do grupo. E com o início da Casa do Zezinho, em 1993, esse sonho começou a se concretizar. A casa comprada para Tia Dag morar transformou-se na 1ª sede da Casa do Zezinho. E com atividades de arte (cerâmica e reciclagem de papel) iniciou-se a Casa do Zezinho, com 7 crianças, em setembro de 1993.
Constituída como Cooperativa Educacional e Assistencial em 06 de março de 1994, o número de crianças atendidas, assim como a procura por parte dos pais, aumentou constantemente, até chegar a 180 em 1997, número mantido até o primeiro semestre de 1999, por ter-se chegado ao limite da capacidade física de atendimento na primeira sede. Apesar disso, havia uma lista de espera de vagas que se mantinha em torno de 400 crianças.

Quando iniciamos, em 1993, o atendimento a um grupo pequeno de crianças (7, chegando a 12), realizávamos atividades apenas 2 vezes por semana, no período da tarde. As atividades desenvolvidas eram as de complementação escolar, necessidade fundamental de crianças que freqüentam escolas públicas de periferia, em função da escassez de recursos de aprendizagem, além de aulas de modelagem em cerâmica, atividade que contribui para o equilíbrio emocional das crianças, facilitando seu aprendizado, suas conquistas e seu posicionamento no mundo.
Nesta época, quem dava as aulas era a Tia Dag , auxiliada por 2 ou 3 voluntários. O lanche que era fornecido nas tardes de atividades era custeado pelos próprios voluntários.

Em 1994, as vagas foram ampliadas para 20, no primeiro semestre, e 30 no segundo. As atividades, ainda só no período da tarde, foram sendo gradativamente estendidas aos 5 dias da semana e, como as crianças chegavam mal alimentadas, começamos a oferecer o almoço antes do início das atividades, além do lanche oferecido à tarde. No início, o almoço era responsabilidade do voluntário do dia. Com o aumento das crianças, a Casa passou a contar com algumas voluntárias que se revezavam na cozinha para fazer a comida.

Em 1995 manteve-se a mesma estrutura, apenas com um número maior de crianças atendidas: 50 no primeiro semestre, chegando a 75 até o final do ano. Nesta época, a casa já estava pequena para a quantidade de crianças. Já não era mais possível ficarem todos na mesma sala de atividades, o grupo precisava ser dividido: enquanto uma parte das crianças ficava em atividades na sala de aula, outra parte ficava no pátio, ou outra sala improvisada. Com isso, houve necessidade de um número maior de voluntários e da presença de uma pessoa fixa na cozinha, para fazer o almoço e o lanche.

Para o início das atividades em 1996, a casa precisou passar por uma reforma, para acomodar todas as crianças matriculadas. Começou a se esboçar, então, a atual estrutura de funcionamento, com atividades em período integral (para grupos diferentes de crianças, dependendo do horário em que freqüentavam a escola), e a divisão das crianças em 3 grupos, a partir do critério de nível de aprendizagem, maturidade e desenvolvimento bio-psico-pedagógico.
Esta fase foi um marco para o processo de crescimento da Casa do Zezinho: a partir daí já houve a necessidade cada vez maior da presença de voluntários mais estáveis, cada um deles desenvolvendo atividades com um dos grupos de crianças, e estes grupos se revezando nos espaços disponíveis: 3 salas de atividades e um salão maior (a biblioteca e sala de vídeo).
Para as pessoas que trabalhavam com as crianças desde o início, em situação muito mais improvisada, essa mudança foi maravilhosa. Entretanto, o espaço já estava pequeno. Surgiu a oportunidade de alugar um terreno, quase em frente à Casa, onde foi construída uma quadra, em sistema de mutirão, que é usada até hoje pelas crianças e adolescentes para atividades esportivas e recreativas. Esta quadra, atualmente, também serve à comunidade: há vários grupos de jovens da comunidade para os quais a Casa do Zezinho cede a quadra para jogos e treinos.
Com relação às refeições oferecidas, também houve uma ampliação: além do almoço e do lanche da tarde, passou a ser fornecido café da manhã ou lanche, no período da manhã. Foi ainda neste ano (em fevereiro), que se iniciou a construção da nova sede, em terreno no mesmo quarteirão da primeira sede, comprado e doado à Casa do Zezinho em julho de 1995, por um grupo de empresários.
Até essa época, para manutenção das despesas, a Casa contava com as contribuições dos cooperados e doações de empresas ou pessoas físicas, além da realização de alguns bingos, bazares e rifas.
No final desse ano, o grupo de voluntários mais antigo da Casa, sob a liderança da Tia Dag formatou o Projeto Cidadania, projeto pedagógico que embasa a filosofia e as atividades da Casa, a Pedagogia do Arco Íris. Já havia, na época, experiência acumulada e consistência para a elaboração e sistematização do projeto que vinha sendo trabalhado com as crianças.

Durante o ano seguinte, 1997, iniciou-se a implantação do Projeto Cidadania em alguns de seus aspectos, mas ainda faltavam educadores para sua implantação total. Foi também neste ano que as vagas chegaram a 180, capacidade máxima da antiga sede. Foram 2 anos (97 e 98) de implantação gradativa e consolidação do Projeto como um todo.

A partir de 1999 iniciou-se a etapa de implantação das Oficinas Culturais, de Capacitação Profissional e Espaços de Aprendizagem, que complementam o Projeto Cidadania, já preparando a Casa como um todo para a ocupação da nova sede. Passaram a existir os setores de Projetos e de Comunicação e Marketing, com o objetivo de divulgação e captação de recursos, função que era desempenhada até então por voluntários do grupo mais antigo de trabalho.

No ano 2000 uma nova fase teve início: ampliamos o atendimento para 300 crianças / adolescentes matriculados, já funcionando na nova sede, fornecendo refeições (café da manhã, almoço e lanche), com atividades de 2ª a sábado. A lista de espera teve um crescimento impressionante: desde então, manteve-se até 2003 em torno de 1.200 crianças / adolescentes.

Em 2001 as vagas foram ampliadas para 520, o que se manteve também em 2002, com a mesma estrutura de atendimento.

Em 2003, com o trabalho já consolidado e o aumento da lista de espera para cerca de 2.000 nomes, pudemos ampliar o atendimento para 1.000 crianças / adolescentes, através do início dos Ateliês Livres, nos quais passamos a oferecer 500 vagas em sistema de rodízio (freqüentados 2 ou 3 vezes por semana pelos participantes), além da manutenção do atendimento diário oferecido aos 520 Zezinhos já matriculados.

Em 2004 pudemos ampliar um pouco mais o atendimento, oferecendo um total de 1.200 vagas, 50% para crianças e adolescentes que freqüentavam a Casa diariamente, e os outros 50% no sistema de Ateliês Livres.
Neste mesmo ano, a natureza jurídica da Casa do Zezinho foi mudada, de Cooperativa para Associação, mantendo o aspecto de não ter finalidade lucrativa, em função da compreensão de que a associação correspondia melhor à prática do trabalho desenvolvido.

Em 2005, 2006 e 2007 mantivemos o mesmo número de vagas.

Em 2008 passamos a atender o mesmo número de crianças, adolescentes e jovens (1.200) em todos os dias da semana, de 2ª a 6ª feira, com atividades também aos sábados, o que se manteve em 2009 e 2010.

 
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